A PRIMEIRA CHURRASCARIA BRASILEIRA NOS STATES

CHURRASCARIAS BRASILEIRAS, SUCESSO NOS STATES
 
O homem de turismo Jair Santos, quando criou a primeira churrascaria rodízio dos Estados Unidos, jamais poderia imaginar esta febre brasileira que hoje presenciamos na terra do BARBECUE.
Criada em 20 de novembro de 1981 na cidade de Miami, Flórida, a RODEO foi uma churrascaria que chegou para matar a saudade da boa picanha, da fraldinha, da costelinha de porco, da lingüiça josefina ou do verdadeiro filet mignon, para os então 3.000 brasileiros que habitavam a região – e também para apoiar os grupos de turistas brasileiros que invadiam o sul da Flórida.
Na inauguração da churrascaria, registrávamos a presença do gerente da Varig, Ari Siebel, os commissioners (vereadores) Willy Gort e Demétrio Perez, do Prefeito Stephen P. Clark e de nossas saudosas amigas; Noelly Gonzalez e Cida Ignácio.
Proprietário de uma das primeiras agências de turismo da Flórida, a Brasília International, Jair Santos (pai do advogado Mauro Santos, do homem de turismo Jay Santos, do ex-presidente da câmara do Comércio Ed Santos e de Celina Santos) não teria dificuldades em receber e encaminhar os grupos de turistas brasileiros para a sua churrascaria.
Situada na Biscayne Boulevard (esquina da 26 street), a RODEO tinha como atração e apresentava pela primeira vez, o mais importante divulgador da música popular brasileira da época: Paulo Gualano, agradando aos assíduos frequentadores: Luis Carlos Serra, Gerson Delano, Luis Gozzoli e outros. O “chef” Pororoca, um goiano com muita experiência na cozinha, foi contratado para ensinar aos gringos como cortar e assar uma alcatra ou uma boa picanha.
Tudo era favorável ao sucesso da RODEO. Menos o preço da carne. Os consumidores ávidos pelo consumo ilimitado, a um preço de $ 10.95 (all you can eat) ficavam horas e horas se deliciando com os diferentes tipos de carnes (no sistema de rodízio) que eram servidos pelos garçons. Com a receita muito menor do que a despesa, o jeito foi passar o ponto. A RODEO foi o grande marco na história das churrascarias brasileiras nos Estados Unidos.
Luis Gomes, proprietário do Via Brasil, situado na rua 46 de New York, na época, o mais badalado restaurante de Manhattan, visitando a RODEO (em férias por Miami), não poderia imaginar que 25 anos depois, também iria ser proprietário (ao lado de João de Mattos) das churrascarias PLATAFORMA, TRIBECA em Manhattan e RIODISIO de Long Island.
A churrascaria RODEO foi vendida para um americano que logo depois levou o know how para um restaurante do Hotel Monte Carlo, em Miami Beach.
A segunda churrascaria dos Estados Unidos no sistema rodízio, foi a BRASÍLIA RESTAURANT criada em 1986, no número 132 da Ferry Street, em Newark, Estado de New Jersey, de nosso amigo gaúcho, Ademir de Souza.
A terceira churrascaria foi a RODEIO (com o i), criada por Titto Valiente na Ponce de Leon, em Coral Gables. A copa do mundo de 1994 abrigou os torcedores brasileiros ao redor de belos churrascos.
But the real thing, aconteceu no ano de 1996,
declarou Joao Pereira, com o surgimento do PORCÃO. O pioneiro desta modalidade de rodízio foi o carioca Julio Queiróz, na época representando os interesses dos (na epoca) proprietários: Wilson Borges, Carlos Cure e Jadiel Pires. Foram muitos anos de pesquisa, planos de arquitetura e licenças complicadas para a finalização desta obra, complementou João Pereira.
Logo em seguida, Júlio Queiróz sai da sociedade no PORCÃO e representando outro grupo do Brasil, abre no mesmo lugar do RODEIO, em Coral Gables, o STEAK MASTERS – que mais tarde mudou de endereço para o Bayside.
O PORCÃO de Miami, a partir da administração do incansável Moacyr Ferronato, do Mestre Bira e de uma fabulosa equipe de garçons, foi se firmando na cidade com a maravilhosa música de Rose Max e Ramatis mostrando aos investidores do norte como era possível se ganhar dinheiro com a gastronomia brasileira. Nem o Estado do Texas, tradicional por seus Steak Houses apresentava uma tão brilhante idéia como a do PORCÃO. Hoje o restaurante tem filial em New York e já se prepara para novas aventuras em outros estados americanos.
Com o caminho aberto, João de Mattos (publisher do jornal The Brasilians e da agência BACC) começa a viajar mais vezes para Miami com o pretexto de visitar o seu protegido, Raul Boesel – João patrocinava o corredor brasileiro na fórmula Indy. Numa madrugada, jantei com o empresário no PORCÃO de Miami e ele começa a “fazer perguntas” aos funcionários… e foi levando as novas idéias… Lógico que, com tantas perguntas e contratando alguns garçons do Porcão da Itália, como De Gaspri e Cebolinha, surge então a primeira churrascaria brasileira de New York com o nome de PLATAFORMA.
A partir daí, acontece uma verdadeira corrida do ouro – O antigo gerente do bar do PORCÃO, Orlando Veronezzi participa da abertura do GAÚCHO RODÍZIO, uma boa churrascaria de Pompano e logo em seguida é convidado por um chinês para abrir a OLHO DE BOI em Fayeteville, Arkansas. Em pouco mais de um ano o chinês resolve abrir mais duas outras churrascarias “brasileiras” nos Estados Unidos.
Em Pompano Beach, o proprietário do GAÚCHO RODÍZIO, o Iuguslavo Victor Smirnow conquista a região habitada por mineiros e goianos e ensina aos locais como manter uma casa bem-sucedida e vitoriosa.
O elegante CHIMA’S de Bruno e Gino conquistam a região de Hollywood, Flórida, seguindo a tendência das vitoriosas churrascarias brasileiras nos Estados Unidos.
Arri Coser, um dos fundadores e sócios da churrascaria FOGO DE CHÃO, é só sorrisos na abertura da mais recente churrascaria no bairro de Beverly Hills, em Los Angeles, Califórnia. Lógico que com o sucesso de suas casas de Dallas, de Houston, Chicago, Atlanta e Washington, a de Beverly Hills não criará qualquer tipo de preocupação administrativa ao empresário gaúcho, que com seus 900 funcionários, garante servir mais de um milhão de pessoas por ano – somente aqui nos Estados Unidos. Muito em breve abrirá mais duas novas casas, em Filadélfia e Mineápolis.
De Los Angeles, o amigo Fernando Medeiros registra além do FOGO DE CHÃO, de Beverly Hills, a churrascaria GREEN FIELD, em Long Beach, de propriedade de um coreano simpático. Em Orange County anotamos a AGORA (também de um coreano) situada ao lado do aeroporto John Wayne. Em Fullerton, cidade natal de Richard Nixon, registramos a AMAZON e em Palm Desert, um egípcio entra na onda brasileira e cria a churrascaria PICANHA’S
O nosso amigo de Miami, o paulista Eduardo de Sousa, o popular Borracha, muda-se para Raleigh, North Carolina e passa a gerenciar, desde o dia 8 de fevereiro de 2006, a churrascaria BRASA BRAZILIAN STEAK HOUSE. O proprietário, o iraniano Mr. Paymen abriu mais duas casas no sistema rodízio brasileiro em Raleigh; a CARY e a CHURRASCARIA RIO.
Ainda em North Carolina, na cidade de Durham, o pessoal da CHAMA’S (churrascaria rodízio) leva o veterano Anderson (ex-gerente do STEAK MASTERS de Miami) para gerenciar a mais nova atração da cidade.
A lista continua por todos os estados americanos… Em Denver no Colorado, registramos a presença do brasileiro Ivan Utrera que abriu o RODIZIO GRILL, com uma filial na cidade de Salt Lake City, Estado de Utah.
E se algum dia o leitor escutar o nome de Salim Asrawy, Leila Izzedin ou Falah Izzedin, vai saber que trata-se de pessoas que criaram um dos maiores fenômenos gastronômicos brasileiros da américa: o TEXAS DE BRAZIL STEAK HOUSE – abriram 7 (sete) restaurantes rodízio nos Estados Unidos, um rodízo brasileiro em Aruba e estão completando planos para a construção de mais 5 churrascarias na terra de Tio Sam. (Chico Moura)

HAPPINESS – an article by Chico Moura of The Brazilian Sun (Miami)
Current mood:cheerful

HAPPINESS 1

Nestor Torres is a flautist born in Puerto Rico who moved to the United States at 18 and graduated from the Mannes College of Music in New York and the Conservatory of Music of New England.

In 1981 he moved to Florida. In 1989, he was hailed as one of the greatest flautists of all times in the US. While still in Miami, he got to know Brazilian music and he played with pianist Saulo Ferreira, with singer Tonia Elizabeth and with Porto Alegre guitarist, Ary Piassarollo. The Florida Review, a Brazilian newspaper (back then), gave great press coverage to this Puerto Rican friend. In 1990, Torres participated in a boat regatta in Miami with actor Don Johnson. A terrible accident took place leaving Torres with 18 fractured ribs, both clavicles broken and a paralyzed lung. One of the boats literally “went in” through the flautist’s chest. The doctors then said: “You will never be able to play flute again.”

Nestor Torres, who practices yoga since he was young (he is a buddhist) did not give up. With great determination (faith), visualization and breathing exercises, today he plays even better than before; has won a Grammy and is always invited to play by Herbie Hancock, Wayne Shorter, the late Tito Puente and by Gloria Estefan. This month of September, he is joining a “Worldwide March for Peace” (starting in Australia) in an initiative to promote global consciousness for the need to surpass the violence permeating our society. Our Brazilian singer and composer from Pernambuco, Nando Cordel, has already joined the movement for world peace and will be giving lectures in Miami very soon.

HAPPINESS 2

Dave Brubeck is a pianist from California who will turn 89 years of age on December 6.

In 1951, Dave was bodysurfing (shirtless – without gear) in Waikiki and just remembers when his children said: “Check out dad.” He caught a wave with a sandbank to his face and almost broke his neck. He was paralyzed (hospitalized) for almost a year with the fear of becoming paraplegic. The Dave Brubeck Quartet bounced back and he remained with the eternal doubt of whether or not he would stay paralyzed — and never play piano again.

With great determination and willingness, not only did he heal over the years, but subsequently displayed incomparable genius in the world of jazz. It is almost impossible to list in these few lines all his compositions and the awards he has won.

HAPPINESS 3

João Carlos Martins began to play piano at the age of eight. At 18 he was already performing abroad. At 26, in the peak of his career, while playing a game of soccer a terrible accident happened; he tore a nerve in his right arm and lost control over the movement of three of his fingers. Soon thereafter he lost some of the movement of his left hand. And from his own words we are able to realize what such an atrocity can represent in the life of each of us: “When I had the accident, I thought it was the end of my dream of working with music. From age 26 to 62, I had the most difficult life that an artist could ever have. I interrupted my career twice, and was not in music for fourteen years. I was a boxing manager and studied economics. However, if I had the level of maturity that I have today, I would have never separated myself from music.”

And, to transcend our limiting sadness from negative moments, we really take note of the pianist’s own words: “I realized that I could only play with three or at the most four fingers, but that I could still reach people’s hearts. When we are born, we are like an arrow. We have a destiny to reach and, before we achieve it, we encounter many obstacles. Some are almost impossible to surpass and thus demand that we have a great deal of inner strength and determination. For some others, we have to be humble and admit that they are unreachable. We are on the right track when we have discernment to differentiate one from the other.

The greatest interpreter of J.S. Bach (through the irony of destiny) ended-up knowing Dave Brubeck over twenty years ago and this September they got together at the American pianist’s house in Wilton, Connecticut to rehearse for a show that will take place on October 2nd at Avery Fisher Hall (Lincoln Center) in New York. In this program, among other pieces, the presentation of a piece composed by the American jazzman as a homage to Chopin.

In addition to this homage, under Martins’ direction, they will also present a Bach Number 7, by Villa Lobos and a concert for trombone by Chris Brubeck, Dave’s son.

This year commemorates the 50th anniversary of TIME OUT, considered one of the best jazz classics worldwide.

Editor’s note:
When I wrote this text I used the word ATROCITY – at the end I thought that HAPPINESS was a better fit. HAPPINESS gives you faith and joy for living, for excelling, for “turning things around” … And an even greater happiness, will be to accompany Nestor Torres’ tour for world peace and to be present at the Dave Brubeck and João Carlos Martins concert in New York. I am leaving for Cuba. Going to discover the island, make a feijoada and press a special edition of my paper The Brazilian Sun in any of Havana’s printers and right after will press an edition at the ABAV congress, in Rio de Janeiro …

I will tell you later how it went …
Chico Moura
chicomoura@gmail.com